21/01/2018 - Música


Ontem pra espantar a "baixa" pelo seu aniversário e não poder estar com você, fui pro samba fazer uma das coisas que mais me dão prazer e paz: Cantar!
Enquanto cantava, pensava em como você gosta de música e de tocar. Me lembro quando conversávamos sobre o tanto que tínhamos prazer quando o som era bem feito, quando o show fluía e até quando não tava bom, mas nós tínhamos feito nossa parte. 
Lembrei do show daquele cara dos Dreads que fui os dois dias assistir e do quanto eu queria te abraçar e beijar quando descia do palco e o máximo que eu conseguia (e podia) era conversar e ficar olhando o tanto que você estava lindo e o tanto que era competente e sério no que se propunha a fazer. Lembrei também do dia que tudo começou, quando eu maliciosamente gritei: "Ê, esse baterista lá em casa", e no tanto que minha vida mudou depois daquilo e o quanto sou feliz por relembrar cada momento.
Pensei e quis saber como você se sente longe dos palcos. 
Como um cara que respira música se afasta assim dela tão abruptamente. Onde estão todos os projetos sonhados? E então só consigo como resposta a teoria de que você realmente foi abduzido por Extraterrestres e eles devolveram um Ser vazio, uma pessoa sem alma. Porque só quem não tem alma consegue se separar da música da mesma maneira que se joga um papelzinho de bala no lixo.
Lembrei do nosso Figura de Proa e fiz mentalmente uma logo linda, um repertório de tirar o fôlego e imaginei eu trocando olhares com você naquelas músicas que só nós entenderíamos o motivo de estarem ali, mas que deixaria quem estivesse assistindo sem fôlego... porque quando eu canto o que me vem do coração não tem expectador que não sinta a vibração. (Óia, até rimou)
Espero que essa fase passe, espero que nosso querido amigo Pierre, que sempre te incentivou tanto com a música, de onde estiver me ajude nessa missão de trazer o Renato verdadeiro de volta. 

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